Golfo do México: UPDATE.
Olá!
Este é o tão esperado UPDATE sobre a situação do Golfo do México.
Eu esperava, além do fim de meus exames e provas e seminários, o início do inverno no hemisfério norte, para saber mais ao certo a extensão dos danos causados pelo desastre da Deep Water Horizon.
Cogitei várias formas de colocar este UPDATE para fora… dividi-lo em partes, fazer um vídeo, ou mesmo um podcast… Optei pelo bom e velho vernáculo escrito do nosso português.
Como a quantidade de informação cresceu de maneira exponencial, vou direto ao assunto.
O assunto é:
O FIM DA CORRENTE DO GOLFO DO MÉXICO.
Com o passar dos anos, o NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration – vem registrando imagens da temperatura sub-superficial da corrente do Golfo do México. É fato que ela vinha se tornando cada vez mais lenta, mas nada alarmante. Afinal, em termos geofísicos, somos recém nascidos de uma mini era do gelo ali por perto mesmo.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Little_Ice_Age)
O importante é:
A circulação termohalina vinha se mantendo balanceada apesar de todo o alarde em volta de geleiras derretendo e diminuindo a concentração de sal na água.
http://en.wikipedia.org/wiki/North_Atlantic_Oscillation
Pois bem, com o desastre da BP um novo e potente inimigo se levantou: Óleo.
Óleo este que não parou de minar das frestas do golfo do México até hoje. E gostaria de lembrar que somente em novembro passado houve mais duas explosões de plataformas na mesmíssima região, e se você não viu na Globo, não quer dizer que não tenha acontecido. Só pesquisar um cadinho.
Dando seguimento…
O óleo que caiu diretamente no oceano durante estes meses todos, devido às condições de pressão e temperatura, e devido à ação da corrente do Golfo do México foi se dividindo nas camadas do oceano de acordo com sua densidade, num sistema natural de torre de refino, em que as porções mais leves e voláteis atingem primeiramente a cúpula, e as partes mais pesadas e densas atingem apenas as camadas mais inferiores e se depositam por perto da área do desastre mesmo.
Conseqüentemente, grandes áreas de pesca, navegação e mesmo sobrevôo estão fechadas ainda hoje para circulação e turismo. Dia 2 de Dezembro de 2010 foram fechadas mais 4200 milhas quadradas de mar para quaisquer atividades de pesca/navegação e sobrevôo.
(http://www.oceanleadership.org/gulf-oil-spill/)
O que aconteceu com o óleo que não foi enterrado nas areias da Flórida/Louisiana ? Porque até a Blackwater/Xe foi contratada para manter repórteres e turistas longe das praias, e uma fiança de 1500 dólares deveria ser aplicada a quem se atrevesse a tirar fotos das praias sem expressa autorização da guarda costeira.
Ao que parece, os despejos de COREXIT 9500 surtiram um efeito bastante peculiar. Mantiveram cerca de 60 a 70% do óleo abaixo da superfície do mar, o que afetou a concentração salina da corrente, que agora não chega mais até à Inglaterra, fazendo o loop logo abaixo da Espanha.
As conseqüências são os recordes de temperaturas jamais registrados na Europa… Em alguns países como Noruega , Suécia e Holanda:
http://www.thelocal.se/30516/20101130/
Ah, agora eles tem ROVs e Drones despejando os agentes químicos por lá. Não, não está tudo bem. É só o começo.
Deixo vocês com o Vídeo, do dia 10/12/2010:
Por favor, pesquisem por conta própria…
Aparentemente estou fora da influência da corrente do golfo mexicano, aqui no Paraná… e mesmo assim estou de blusa no quase verão…
Diria que o resfriamento global não tem nada a ver com o porcotróleo centralizado na mão de poucos ladrões.